quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um dia acordei com o cantar do galo e descobri que queria ser escritora...
Muitas pessoas me perguntaram ao longo desses verdes anos e ainda perguntam até hoje  como foi que tudo isso começou ?
Nós eramos cinco irmãos de uma familia sem muito poder aquisitivo e fomos praticamente criados dentro de escolas, porque a minha mama era professora e antigamente as instituições governamentares ofereciam aos professores da zona rural  casas para morar . E nessas casas sobravam duas  repartições que eram uma sala de aula onde ela ministrava aulas  e uma biblioteca. Depois das aulas já não tinha mais nada para uma miúda estranha como eu fazer.Não tinhamos televisão e nem  sonhávamos que  um dia existiria internet. Só havia um rádio a pilha insuportável que mais chiava do que cantava! Então eu ia para a biblioteca e ficava folheando livros e olhando as figuras. Tinha uma coleção chamada a bolsa de livros e havia mais de 200 livros infantis e juvenis. Eu esparramava tudo no chão e ficava horas e horas ali olhando os desenhos. Mas não lia nenhum. Um belo dia avistei um livro surrado e na sua capa tinha um desenho intrigante. Peguei_o e li o seu título: " A bolsa Amarela " da escritora Ligia Bujunga Nunes. O desenho da capa era  uma bolsa amarela. A minha cor predileta. Comecei a lê_lo e até esqueci do barulho daquele galo que cantava com força no terreiro! E esqueci também do pampeiro que aquele rádio a pilha fazia quando chiava, chiava.....parecia uma caixa de barata! Aff!
Quanto mais eu lia, mais o conteúdo daquele livro me embriagava. Mais a magia daquela história contagiava o meu dia. Entretanto, de repente fechei_o e econdi_o dentro da minha gaveta. Senti medo que a cena chegasse ao fim. E toda aquela história fascinante acabasse e todo aquele brilho se apagasse. Passado alguns dias retomei a leitura, então eu senti o que era o amor......
O cupido do amor pela leitura tinha acertado em cheio o meu coração. Eu tinha 11 anos quando me apaixonei loucamente pelas palavras. Li todos os livros da série Bolsa de livros em menos de um ano. Estava mesmo embriagada e continuava querendo beber cada letra que aparecia na minha frente! Nada mau! Subsequentemente, já não me contentava  só em ler, nem sonhava mais em ser a protagonista das histórias, queria mesmo era ser contemplada com aquele milagre. O milagre de embriagar alguém de felicidade. Queria fazer alguém se sentir como eu me senti quando li A bolsa amarela. Radiante! Acho que ninguém via nada naquele livro, eu via tudo! Podia olhar dentro dele. Eu podia olhar para dentro daquele  livro em especial, enchergar a sua graciosidade e  não era apenas olhar e ler palavras soltas, insignificantes! Era como se o livro tivesse alma. Realmente acho que eu era uma figura esquisita! ( Lindo!)
O livro a Bolsa Amarela me fez sonhar, viajar, rir e chorar! Me criou e me recriou, abriu meus olhos vedados! Me fascinou verdadeiramente. Aquele livro  parece que expressava todo o segredo da minha própria essência. Deu a minha infância toda pureza que ela pode possuir. Foi o meu primeiro amor.....
Mais tarde li o livro Pollyana da escritora Eleonor H. Porter. Mundo fantástico do contente! Que nem todo o mundo leu. Ai que dó! A seguir me casei de véu e grinalda e flor de laranjeira com o livro " Menino Azul " meu segundo amor.......
E depois vieram os amantes....
Os livros sentiam as palpitadas do meu coração......
E ele era tão enorme cabia uma enciclopédia dentro...cabia todos os meus amores: A ira dos Anjos, A ilha perdida, O conde de Monte Cristo, O retrato de Dorian Gray, Tocaia Grande, Sete Cartas e um coração, O pequeno príncipe......
Entretanto nem sempre fui compreendida pela minha superiora progênitora , porque ela não entendia meu velho e gasto hábito disparatado de ficar dentro do quarto a escrever! Minha mãe achava que esferográfica e os papéis eram meus inimigos, principalmente quando nada mais no mundo já me interessava. Talvez de certa forma ela estava certa, pra escrever não precisava propriamente se isolar do planeta para habitar num mundo onde quem reinava era o alfabeto. As vezes era radical....rasgava mesmo meus escritos, não entendia minhas manifestações culturais. Ler era permitido,passar horas e horas a escrever era expressamente proibido. Entretanto, eu não conseguia parar de escrever, era um bichinho que coçava  na minha mão direita. Ela ia rasgando e eu ia costurando.....
Lendo, escrevendo, colando os  pedacinhos. Amor proibido é muito mais gostoso, até a minha avó sabe disso! Não escrever era e é pra mim um mundo sem estrelas....
E a vida foi andando, tão calma e lentamente como o pousar de uma borboleta. E eis_me aqui. Escritora. Ironicamente.....

quinta-feira, 15 de março de 2012

Prefácio do livro " Flor do Quilombo "

Flor do Quilombo narra a história de uma procura emocionante: Uma menina negra de treze anosque sabe ouvir a magia sensual das vozes conta,de fato, de fato, sua iniciação adolescente na descoberta de si,atravésdo desaparecimento do outro, do professosr_talvez um dentre esses numerosos professores
nascidos em comunidades rurais ou urbanas,que gostam de suas raizes e que sabem aprender com os mais velhos.
Assim são contados, pela própria menina Luanda, histórias do povo do seu quilombo, histórias do povo negro, da escravidão e da libertação, histórias do mundo social do interior , histórias de crianças e adultos . As vezes, o poeta em nós , leitores ,descobre trechos de grande intensidade e originalidade, que nos aproximam muito da narradora. Outros trechos trazem conhecimentos da poética das lendas e falas ,das crenças e dos gestos populares_alguns bem conhecidos, outros bem surpreendentes.....
A partir deste livro, alunos e professores poderão construir uma relação  pedagógica muito rica, voltada para o resgate da memória popular e para a escuta mútua entre adolescentes adultos :" Eu não quero você por aí chorando o leite derramado, procurando culpados,apesar que é difícil viver com lembranças doloridas
_uma fala do professor reencontrado em relação ao passado, outra fala dele ,para pensar no futuro:
" O homem ou a mulher que tem tudo é , sob certos aspectos, alguém pobre. Nunca saberá o que é
receber de quem ama, algo que sempre quiz e nunca teve.
Vamos/ leitor/a , conforme ensina o professor, nunca abrir uma janela mecanicamente. Quando fizer, deixemos entrar um pouco de perfume das flores, entrar um pouco de perfume das flores, entrar um pedaço do azul do céu, o burburinhos dos pássaros e um pouco do mel alaranjado dos raios do sol . E receber
um beijo imensamente negro........                                       
                                                       Jacques Zanidê Galthier, em Toulouse, na primavera de 2006

quarta-feira, 14 de março de 2012

Flor do Quilombo

O livro que o leitor tem em mãos inspira-se na saga histórica dos quilombolas de Furnas do Dionísio. O título "Flor do Quilombo" sugere a sensibilidade arguta de uma escritora que está acima das dívidas morais, ou de rancores raciais, sem deixar de ser crítica e, em momentos mais contundentes, acrelírica. O centenário dessa comunidade não poderia ser comemorado de maneira mais honrosa, pois temos aqui a primeira publicação de sua história, que também é a história do negro sul-mato-grossense e, por extensão, do negro brasileiro. Estas "lendas e narrativas" distingue-se tanto pelos temas tratados quanto pela mão que as escreve, a mão de uma negra que registra as tradições orais de furnas do Dionísio, misturando mito e realidade, desocultando-as para o povo brasileiro.

Cântico Negro




"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

terça-feira, 13 de março de 2012

O malandro arrependido


Ela tinha uma cintura bem torneada
cadeiras cheias
e caçava os machos nos arredores de Copacabana.
pelo seu jeito de me dizer: Meu anjo
te apeteço?
eu vi logo que se tratava de uma debutante.

Ela tinha talento, é verdade, eu o confesso.
Ela tinha gênio,
mas sem técnica um dom não é nada.
Certamente não é tão fácil ser puta como ser freira,
pelo menos é o que se reza em latim na Sorbonne.

Sentindo-me cheio de piedade pela donzela
ensinei-lhe os pequenos truques de sua profissão
e ensinei-lhe os meios para fazer logo fortuna
rebolando o lugar onde as costas se assemelham à lua,

Porque na arte de fazer o trottoir, confesso,
o difícil é saber mexer bem a bunda.
Não se mexe a bunda da mesma maneira
para um farmacêutico, um sacristão, um funcionário.

Rapidamente instruída por meus bons ofícios
ela cedeu-me uma parte de seus benefícios.
Ajudavamo-nos mutuamente, como diz o poeta:
ela era o corpo, naturalmente, e eu a cabeça.

Quando a coitada voltava para casa sem nada
dava-lhe umas porradas mais do que com razão.
Será que ela se lembra ainda do bidê com
que lhe rachei o crânio?

Uma noite, por causa de manobras duvidosas
ela caiu vítima de uma doença vergonhosa,
então, amigavelmente, como uma moça honesta
passou-me a metade de seus micróbios.

Depois de dolorosas injeções de antibióticos
desisti da profissão de cornudo sistemático.
Não adiantou que ela chorasse e gritasse feita louca
e, como eu era apenas um canalha, fiz-me honesto.

Privado logo de minha tutela, minha pobre amiga,
correu a suportar as infâmias do bordel.
Dizem que ela se vendeu até aos tiras!
Que decadência!
Já não existe mais moralidade pública
no nosso Brasil!
( autor desconhecido

Vampiros

Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.

Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.

Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais."

Martha Medeiros

Martha Medeiros é uma jornalista e escritora brasileira. É colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro.

Hino nacional patrocinado

Num Posto da Ipiranga, às margens plácidas,
De um Volvo heróico Brahma retumbante
Skol da liberdade em Rider fúlgido
Brilhou no Shell da pátria nesse instante
Se o Knorr dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço Ford
Em teu Seiko, ó liberdade…
Desafio nosso peito à Microsoft
Ó Parmalat, Mastercard, Sharp, Sharp
Amil um sonho intenso, um rádio Philips
De amor e Lufthansa a terra desce
Intel formoso céu risonho Olympikus
A imagem do Bradesco resplandesce
Gillete pela própria natureza
És belo Escort impávido colosso
E o teu futuro espelha essa Grendene
Cerpa gelada!
Entre outras mil és Suvinil, Compaq amada.
Do Philco deste Sollo és mae Doril
Coca Cola, Bombril !

O Amor e a Loucura

O Amor e a Loucura

A loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.
Todos os convidados foram. Após tomarem café a Loucura propôs:
-Vamos brincar de esconde-esconde?
-Esconde-esconde? O que é isso?
Perguntou a Curiosidade.
-Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se escondem.
Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
-1,2,3,... a Loucura começou a contar.
A pressa se escondeu primeiro, em um lugar qualquer.
A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma arvore.
A Alegria correu para o meio do jardim.
Já a Tristeza começou a chorar, pois não achava um local apropriado para se esconder.
A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele debaixo de uma pedra.
A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo.
O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no 99.
-Cem!
Gritou a Loucura.
-Vou começar a procurar.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não agüentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar.
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Duvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados que ficasse estaria se escondendo.
E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
-Onde esta o Amor?
Ninguém o tinha visto.
A Loucura começou a procurá-lo.. Procurou em cima da montanha, nos rios, de baixo das pedras e nada do Amor aparecer.
Procurando por todos os lados a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o Amor, gritando pro ter furado o olho com espinho.
A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu seguir-lhe para sempre.
O Amor aceitou as desculpas.
Hoje, o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha.

Autor desconhecid

Tocaia Grande...

Fuzuê de puta é assim mesmo: fogo de palha, muita faísca e pouca brasa,começa de repente e de repente acaba, dura pouco. Explode inesperado, alastra_se, chega no auge , perde o impulso,desanima e
cessa. Não sobra nem fumaça. O arranca _rabo provocado por " elas " no início do bafafá, na noite de S.Antônio não chegou a ser sensacional mas deu pra animar....( Tocaia Grande, Jorge Amado.)

Mar de Espinhos...

MAR DE ESPINHOS

EM MEU MAR DE ESPINHOS NAVEGO
HORIZONTES DISTANTES ENXERGO
SOZINHO À DERIVA NO MAR

A CURVA DOS VENTOS NAS ONDAS
SOB O SOL, A NOITE E AS SOMBRAS
DAS NÚVENS QUE ME VÊEM NAVEGAR

ESSA DOR QUE ECOA EM MINHA ALMA
EM SUAS LEMBRAÇAS SOMENTE SE ACALMA
QUANDO AOS CÉUS RESOLVO CLAMAR

UMA CHANCE A MAIS EU ESPERO
POIS REVER-TE É TUDO QUE QUERO
MINHAS LÁGRIMAS SALGAM O MAR

A VIDA QUE EM TEUS BRAÇOS SENTI
TRANSFORMADA EM DOR PELO SEU PARTIR
ME PERTURBA, ME TIRA A PAZ


Autor: Audrey Bernades

Meu curumim....

Bem leitores esse é o meu filho Dom Kaique.....nessa foto ele estava no fundo da nossa quinta no Brasil. Hj o meu pequeno principe já tem 14 anos e não sonha vir para portugal.....morre de medo de avião.....

Minha filha.....

No dia em que você nasceu Vinda do amor de sua mãe e eu Um lindo presente que o Senhor nos deu A realidade de um sonho meu E quando você chorou Deus me ensinou uma nova canção Seus olhos de um anjo pequeno Iam se fazendo minha religião Coisas que de mim não saem A primeira vez que me chamou de pai Vou lhe confessar agora minha filha Com você eu aprendi que um homem tem que ter família

15 anos faz agora É de alegria que meus olhos choram Meu pequeno anjo que agora fascina Para mim vai ser sempre minha menina

Filha onde você vai Pode não sobrar um lugar pro seu pai Mas tenha certeza que eu vou sempre estar Perto de você onde quer que vá Não é que eu vá te vigiar Não é que eu queira ser seu dono Isso é só um cuidado de pai Filha eu te amo.
SOLO SOBRE A INTRODUÇÃO
E quando você chorou Deus me ensinou uma nova canção Seus olhos de um anjo pequeno Iam se fazendo minha religião Coisas que de mim não saem A primeira vez que me chamou de pai Vou lhe confessar agora minha filha Com você eu aprendi que um homem tem que ter família
15 anos faz agora É de alegria que meus olhos choram Meu pequeno anjo que agora fascina Para mim vai ser sempre minha menina
Filha onde você vai? Pode não sobrar um lugar pro seu pai Mas tenha certeza que eu vou sempre estar Perto de você onde quer que vá
15 anos faz agora É de alegria que meus olhos choram Meu pequeno anjo que agora fascina Para mim vai ser sempre minha menina
Filha onde você vai? Pode não sobrar um lugar pro seu pai Mas tenha certeza que eu vou sempre estar Perto de você onde quer que vá Não é que eu vá te vigiar Não é que eu queira ser seu dono Isso é só um cuidado de pai Filha eu te am

Engenho novo da comunidade onde eu moro no Brasil...

Escrevi o livro Flor do Quilombo depois de regressar de um verão passado em dez anos numa comunidade quilombola que reside em um sitio no Brasil centro oeste. Inspira-se na saga histórica de um povo livre da escravidão rumo a verdadeira libertação.
Quando agora leio esse livro não deixo de me emocionar , sinto -me de novo no meio daquele povo cheio de alegria dançando o engenho novo, ou fazendo a farinha num tacho, manualmente. Viviam e muitos ainda vivem na comunidade desde sempre, mas os que figuram neste livro viajaram na minha imaginação e foram se tornando cada vez mais reais para mim , porque muitos foram inventados e misturados com que eram ou foram reais, no calor daquele verão duradouro. ( por quê nessa região quase não faz frio )
O livro contém muitos personagens que eu conheci e um enredo extremamente elaborado. Muitos já morreram.
E quando escrevo isso, penso que a situação central é muito perplexo e possui possibilidades trágicas.
E Luanda, o Professor e o Tio Joaquim são três personagens que parecem-me por demais vivos.
Se não fosse pelo fato que os dois já morreram também na vida real. A menina que eu me inspirei para escrever a personalidade da protagonista Luanda , do enredo ainda vive. Hoje ela tem 12 anos. Na história ela começou com sete anos e a escritora foi envelhecendo a personagem no calhar dos acontecimentos. Fato curioso é que hoje ela é basicamente idêntica a personagem inspirada.
O meu amigo me fala que interliguei ficção com realidade e gostou tanto do livro e gostaria que eu adaptasse as cenas para um documentário. Que um dia ainda hei de fazer…
Pessoalmente eu já teria feito isso se não tivesse me aventurado pela Europa e me apaixonado pelo país Portugal e pela sua diversidade cultural . Também se não tivesse escolhido esse país para morar ,definitivamente, até que eu resolva de novo não me limitar a espaços geográficos…
Porém, tenho muitos escrevidos das minhas viagens pelo estrangeiro e, se vou publicar um dia, ainda não me decidi.
Escrever é importante demais para mim. Não vou transformar isso no meu ganha pão.
Particularmente acho que a literatura são livros de evasão. ( E porque não ?. ) O leitor pode fugir para um mundo gelado, ou para um mundo onde a luz do sol quente sobre as águas é tão…adorável. Assim como para um mundo real onde os finais felizes nem sempre existem, sem tirar o rabo do sofá…….

Florbela Espanca.

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!
Florbela Espanca

Quem sou eu ?

Quem sou eu ? A da foto....

Se sou mais ? Se sou menos ? Talvez mais ou menos...
Ou poderia me apresentar apropriadamente como um ser humano fantástico, com poderes titânicos.
E como dizia um velho sábio " ZAGALLO" Vocês vão ter que me engolir !
Eu sou escritora . Oficialmente...
Moro em Portugal , num lugar lindo, onde têm céu azul, flores e mato. É um lugar com orvalho...
Acho a televisão a cretinização das pessoas. Tem dias que eu não suporto presenças. E dirijo charmosamente mal . Esqueço datas de aniversários. Aí fico com vergonha . . .
Se voce for beijável, conversável e abraçável pode me adicionar....se não , pode me adicionar também. Mas saiba que eu tenho todo tempo do mundo para exercitar minha intolerância com a humanidade.
Em principio não sou uma pessoa religiosa, pelo menos a primeira vista , nem uma colecionadora de arte ou de qualquer objeto, nem uma pesquisadora voltada para a aplicação de teorias. O meu interesse principal são as pessoas...na sua dimensão histórica.
Eu estou sempre de partida, nunca almejei a fama...mas sempre acabo me encantando com o universo das palavras.
Nômade eu nunca vou deixar de ser , mesmo tendo encontrado um rumo. Algo essencial na minha vida é a convicção de quero ficar livre de qualquer coisa desnecessária, especialmente objetos materiais. Isso é uma renuncia interesseira porque pretende_se dessa forma conseguir melhor reincarnação.....
Outro charme que eu tenho: Odeio cantada de pedreiro e odeio receber cantadas de quem se acha bonitinho...
Minha boca é interrogadora. E o meu coração é virtual.
A minha fala é uma cultura assimilada, resolvida.
Eu nunca me intimido. Sou uma enigma. Recorre ao Freud .Quem sabe ele te explica. Acho pouco provável. Não use seus neurónios para tentar me entender. Eu estou além de seus conhecimentos e compreensão.
Hoje somos escravos de crenças ridículas transmitidas por nossos ancestrais incultos. Tenho tido períodos de desaparecimento do ponto de vista da popularide.
O que você vai ganhar se não cuscar o meu Blog?
Que tal continuares com os olhos ??
Não conheço desgraçadamente a Itália.
Raramente respondo emails. Esses são os maus modos do século XXI.
Eu odiava cigarro e pouca bebida. Entretanto só bebo cerveja ,  apesar dela ter um teor traiçoeiro.
Já catalogou todos os meus defeitos? Esse é um terreno pedregoso. Porque na sua casa têm espelhos.
Gosto de ficar em casa sozinha. A solidão é um mal de viver. Todo mundo um dia vai ser monstruosamente só. Não importa se você já foi flor ou se está na flor da idade….
Se por acaso eu estiver errada, tudo bem. Tudo bem numa boa .Delete essas palavras e escreve as suas.....

Sou uma Xamã ou não ? Sou negra também....

O xamã é um ser sem regras, não sabe o que vai encontrar em seu caminho. Cada dia, cada momento vive para descobrir o maravilhoso e o horripilante. De uma ou de outra forma sabe que ambas são faces de sua própria visão. Não se apega porque sabe que tudo muda, que tudo é impermanente e se deleita com o desconhecido. O tédio não é parte de sua vida... Seu corpo é frágil porque lida com forças terríveis e magnificentes. Observa o universo como seu Pai e a Terra como sua Mãe... Vive em completo desapego, até o ponto de ser odiado... Odiado por não dar importância ao que os demais dão importância. O xamã sabe e só sorri, só olha, só observa. O xamã é produto do amadurecimento de um coração. Do amadurecimento do espírito. Somente um coração maduro entra no caminho do xamã e, uma vez que se entra, se dá conta de que o mesmo caminho, cedo ou tarde, fará com que seu coração desapareça na imensidão do coração desse maravilhoso universo.

Minha casa no Brasil... pequena " Oca "

"Oca é o nome dado à habitação indígena brasileira. O termo é oriundo da família linguística tupi-guarani.As ocas são construções de grandes dimensões, podendo a chegar a 30 m de comprimento. São construídas em mutirão ao longo de cerca de uma semana, com uma estrutura de madeira e taquaras e cobertura de palha ou folhas de palmeira. Chegam a durar 15 anos. Não possuem divisões internas ou janelas, apenas uma ou poucas portas, e servem de habitação coletiva para várias famílias."(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Oca)Simbolicamente o planeta Terra poderia ser considerado a nossa Oca comum, embora com divisões internas e múltiplas janelas.Estando em voga a recorrente evocação aos Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio do Project Millenium da ONU, sobretudo em relação aos países em vias de desenvolvimento, ex-Terceiro Mundistas, mas também implicando um sério envolvimento dos países mais industrializados, tecnicamente mais evoluídos e líderes da economia e finança mundial (G8). É com interesse que vejo a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Portuguesa patrocinar um evento da dimensão do que ocorreu no Centro de Congressos de Lisboa, Parque das Indústrias, mostrando ao público as acções que desenvolve no mundo lusófono e procurando incentivar o investimento português nos PALOP nas diferentes áreas de actividade económica.É uma forma de, pela positiva, mostrar o que um país pequeno, de recursos económicos escassos, pode fazer em termos de boa governação em prol da solidariedade e desenvolvimento mundiais. Mesmo quando à crise económico-financeira nacional se ade a internacional, potenciando aquela e exacerbando as dificuldades internas.
( Texto gentilmente cedido pelo professor Désiré turpin )

Jacquie darling...

Perdoe as minhas maneiras rudes de india, mas eu não estudei elaboradamente em como não comer com talheres...

Flor do Quilombo II

Leu o livro que escrevi sob este título? Nele narrei a epopeia do meu povo quilombola no Centro Oeste Brasileiro. Este blog é a continuação natural,a narração do meu dia-a-dia além-mar ganhando a Europa em sentido inverso ao dos navegadores quinhentistas e dando uma visão brasileira do que por cá vou encontrando, vivendo, experienciando.