O xamã é um ser sem regras, não sabe o que vai encontrar em seu
caminho. Cada dia, cada momento vive para descobrir o maravilhoso e o
horripilante. De uma ou de outra forma sabe que ambas são faces de sua
própria visão. Não se apega porque sabe que tudo muda, que tudo é
impermanente e se deleita com o desconhecido. O tédio não é parte de sua
vida... Seu corpo é frágil porque lida com forças terríveis e
magnificentes. Observa o universo como seu Pai e a Terra como sua Mãe...
Vive em completo desapego, até o ponto de ser odiado... Odiado por não
dar importância ao que os demais dão importância. O xamã sabe e só
sorri, só olha, só observa. O xamã é produto do amadurecimento de um
coração. Do amadurecimento do espírito. Somente um coração maduro entra
no caminho do xamã e, uma vez que se entra, se dá conta de que o mesmo
caminho, cedo ou tarde, fará com que seu coração desapareça na imensidão
do coração desse maravilhoso universo.

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